segunda-feira, 28 de junho de 2010

Toy Story 3 (2010) por Fernando K.

Agora crescido, Andy já começa a trilhar a vida adulta e a poucos dias de deixar sua casa e ir para a faculdade. Os brinquedos fazem de tudo para chamar sua atenção, mesmo que faça muito tempo desde a ultima vez em que o garoto brincou com eles. Até seus preferidos, o cowboy Woody e o austronauta Buzz Lightyear, caíram no esquecimento dentro do velho baú. E assim, surge uma nova aventura na tentativa de seguir um novo rumo: ir para uma creche e alegrar novamente outras crianças. No entanto, muitas surpresas estarão por vir e nossos protagonistas ao lado de seus fiéis parceiros Sr. e Sra. Cabeça de Batata, Jessie, Rex, Porquinho, Cachorro-mola e demais brinquedos, correrão grande perigo nessa nova e incrível jornada.

Começo dizendo que o filme é impecável. Com certeza, uma das melhores animações desse primeiro semestre. Toda estrutura que envolve a trama, seja o enredo ou a trilha sonora ou o próprio visual... ou seja, tudo cativa o espectador, independente de quem seja. Mesmo que de inicio, já se note um sentimento de despedida, Toy Story fica para a história fechando com chave de ouro, onde cada detalhe faz a diferença, seja a construção da narrativa em torno dos três filmes ligados por uma única premissa e também a capacidade de inovar sem perder a qualidade. A animação é emocionante, dramatica e com muita aventura, por isso recomendo que veja no cinema!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mary e Max - Uma Amizade Diferente (Mary and Max, 2009) por Fernando K.


Mary é uma garotinha australiana de oito anos com uma marca de nascença indesejada. E assim como este fardo, sua vida segue na mesma direção: sem amor dos pais e amigos para compartilhar sentimentos, Mary também é indesejada. Certo dia, ela encontra ao acaso o endereço de um certo nova-iorquino excêntrico e sistemático chamado Max. E com o intuito de tirar um pouco de sua curiosidade de criança (como "de onde os bebês vêm?"), a pequena logo começa um ciclo de amizade com este solitário senhor através de cartas enviadas pelo correio.

O filme é realmente envolvente. Elliot faz um trabalho sensacional neste longa de animação, destacando principalmente a história que trata de temas do dia-a-dia como o bullying, obesidade e alcoolismo. Visualmente dizendo, também é importante destacar a fotografia, toda expressividade que os personagens transmitem e ainda com uma trilha sonora que fica guardada na mente dos espectadores. Mary e Max também são espetaculares: protagonistas diferenciados ligados por uma narrativa esplêndida e envolvente onde facilmente somos envolvidos por essa maré de emoções que o longa transmite. Mas o que também é preciso dizer, é sobre o ritmo da animação. Tudo é muito uniforme, parecendo não haver clímax, ou seja, aquele momento de deslumbramento onde a emoção atinge o ponto mais alto da trama. E outra coisa, vejo "Mary e Max" como uma animação para adultos, pois acredito que uma criança não saberá apreciar muito bem toda essa magnífica história.


domingo, 13 de junho de 2010

Querido John (Dear John, 2010) por Fernando K.

John Tyree (Channing Tatum) é um jovem soldado americano que acaba se apaixonando pela linda Savannah Curtis (Amanda Seyfried) durante as duas semanas de descanso na casa de seu pai. Neste curto período, o casal vive uma intensa paixão que é barrada pelo trágico acidente de 11 de setembro de 2001. E apesar de distantes, várias cartas serão trocadas afim de manter a chama desse amor ascesa. Mas o tempo se mostra inimigo dessa incessante paixão e ambos seguirão caminhos distintos, impedindo com que possam ficar juntos e reviver aquelas inesquecíveis dias nas férias de verão.

Baseado na obra do escritor Nicholas Sparks ("Um Amor para Recordar", 2002/"Diário de uma Paixão", 2004 e "Noites de Tormenta", 2008), "Querido John" vem para dar uma sacudida no gênero e nos mostrar uma bela história de amor envolvendo drama, guerra e logicamente romance. Seja ele ou ela, ambos irão apreciar a trama. Mesmo que com as atuações medianas de seus protagonistas Tatum (entre ele e um cone interpretando não vejo muita diferença) e Seyfried (limitada por sua inexperiência). Finalizando, digo que até vale a pena ver no cinema, mas caso não possa, loque e aproveite. Um recadinho para as mulheres: não é filme para choradeira! kkkkkkkkk Recomendo!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Fantástico Sr. Raposo (The Fantastic Mr. Fox, 2009) por Fernando K.

Após ser capturado durante uma aventura ao lado de sua esposa, sr. Raposo promete a mesma que nunca mais iria praticar roubo de galinhas novamente ou algo que os colocassem em perigo. Agora como colunista do jornal local de sua vila, se passaram doze anos (de raposa) e surgiram novas responsabilidades, como seu filho Ash e seu sobrinho Kristofferson. No entanto, o sr. Raposo não está satisfeito com a vida que leva e decide procurar novos ares, mudando de lar e praticando as velhas aventuras quando jovem. Quebrando sua promessa e colocando todos da vila em perigo, nosso herói terá de combater os três fazendeiros mais perigosos de todo território (Boggis, Bunce e Bean) e salvar a todos desse perigo eminente.

Adaptação da fábula "Raposas e Fazendeiros" de Roald Dahl, essa é a primeira adaptação do diretor visionário Wes Anderson que aliás, merece todo o crédito pelo excelente trabalho que aqui faz. É importante destacar o protaginista, que busca de alguma forma viver sua natureza de predador, uma vez que havia fugido de suas origens, trabalhando como colunista de um jornal local. Pois então... o sr. Raposo quer saber de se aventurar, roubando seus vizinhos fazendeiros para se sentir vivo novamente! Veja como é incrível o modo como Anderson consegue transpor essa natureza selvagem ao dia-dia de uma "pessoa" qualquer. A cena em que o protagonista se encontra na sala de seu advogado discutindo questões imobiliárias... vemos ali um momente de raiva entre ambos, ou se não, logo de início quando o mesmo está sentado na mesa tomando seu breakfast e literalmente devora o que está a sua frente. Caro leitor, o que veio a minha mente no momento em que a animação havia acabado é de "what the fuck is that?!". Lógicamente, de forma positiva, alías: recomendadissímo!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Encontro Marcado (Meet Joe Black, 1998) por Fernando K.

William Parish (Anthony Hopkins) é um velho e empresário de sucesso, que literalmente fica cara a cara com a morte (Brad Pitt). Um acordo entre eles prolonga a vida do rico homem em alguns dias e permite a morte, nomeada Joe Black, conhecer um pouco mais sobre o mundo ao lado de sua "vítima". Conforme os dias passam, Parish procura deixar tudo e a todos prontos para sua partida, sem noticiá-los. E Black acaba se apaixonando por sua filha mais nova, Susan Parish, surgindo então, um amor proibido e deslumbrante. A história nos guiará para um lindo romance no qual o personagem fictício adquiri o desejo de amar intensamente.

É sempre bom poder ver um bom romance em um final de semana com a namorada. Mesmo que esse, especificamente, tenha sido obrigatório devido a falta de "grana" (kkk). Isso fez com que assistíssemos "Encontro Marcado", parecendo algo predestinado de fato. Ao passar os canais em um tedioso domingo, nos vemos de cara com esse filme (que felizmente estava no começo) do diretor Martin Brest, o mesmo de "Perfume de Mulher" (1992) com Al Pacino. O longa consegue transmitir uma boa mensagem e tem como principal trunfo a excelente trilha sonora, que nos permite apreciar cada cena com essa harmônia suave de fundo. Em relação ao elenco, admito que não me recordo de nenhum filme de Brad Pitt (seja protagonista ou coadjvante) ruim. E neste ele mantêm a regularidade interpretando Joe Black, com aquele olhar meio de autista misturado com um olhar de maravilhado com tudo que acontece com ele. Hopkins e a belissíma Claire Forlani também estão bem. Enfim, recomendo para todos! Ótimo filme!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Os Mensageiros (The Messengers, 2007) por Fernando K.

Após um grave acidente de carro envolvendo seu irmão mais novo, Jess (Kristen Stewart) e sua família se mudam para uma fazenda de girassóis abandonada e decidem começar uma nova vida. Quando tudo parece estar bem, coisas sinistras e inexplicáveis acontecem. Mas somente Jess e seu irmão estão cientes do que se passa. E agora, sem a confiança de seus pais (devido ao acidente causado por ela) a menina terá que lutar para manter seus entes queridos a salvo dessa força que tenta de todas as formas lhes fazerem mal.

O filme até que é razoável. Meia-boca para ser mais direto. Recheado de clichês, "Os Mensageiros" em momento algum me assustou e admito que quando terminei de assistir, fiquei com aquela sensação de "só isso?". Os irmãos Pang não conseguem direcionar a trama para o caminho certo, tornando o filme algo insólido e previsível. E mais uma vez, repito: muitos clichês. Ou seja, família que vivenciou um trauma, se muda para o campo em uma casa abandonada com histórico de assassinato e onde somente as crianças conseguem ver o inexplicável? Pff.. pura bobeira. Apesar de tudo, a história até que é interessante, apesar do final (besta) para todos ficarem felizes. Os diretores não empolgam... tanto que depois lançaram "Perigo em Bangkok" (2007), filme que eu nem faço questão de assistir!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010) por Fernando K.

Continuação da adaptação dos quadrinhos, "Homem de Ferro 2" mantém os personagens do primeiro filme e traz seu protagonista, Tony Stark (Robert Downey Jr.), sofrendo uma pressão gigantesca do público, da mídia e do governo por sua super-armadura, levando-o a um colapso psicológico que o faz duvidar de sua própria capacidade, ou seja, uma crise de identidade. Neste longa, o herói terá um inimigo a altura (Whiplash) e alguns novos aliados como o War Machine (Don Cheadle).

Para todos aqueles que assistiram o primeiro filme, nota-se que houve uma certa surpresa com o sucesso estrondoso feita pela adaptação. Afinal de contas, o filme contava com um diretor (Jon Favreau) sem experiências em longas-metragens de ação, um ator que vivia de altos e baixos na carreira (Robert Downey Jr.) com uma história que não parecia empolgar muito. Felizmente tudo deu certo, ocasionando nesta continuação que de certa forma consegue manter o nível, destacando-se por dezenas de cenas e falas cômicas e também boas cenas de ação, principalmente aquela em que Stark está bêbado em sua festa e acaba brigando com Rhodes (muito boa!). Se possível, confira no cinema, pois vale a pena e recomendo! Divirtidíssimo!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ela é Demais pra Mim (She's Out of My League, 2010) por Fernando K.

Kirk (Jay Baruchel) é um cara "quase" comum, vivendo uma vida comum que num dia comum de trabalho conhece a mulher de seus sonhos. Sendo um "banana" de coração bom, o garoto e segurança de aeroporto não dá muita bola para a moça de começo achando não ter a mínima chance com ela. Mas após um segundo encontro, surge um relacionamento inesperado tanto por Kirk como seus amigos, que ficam abismados com a situação. Após vários encontros, o casal terá de lutar contra todos para provar que esse relacionamento não é nada superficial e que ambos querem algo sério e duradouro.

"Ela é Demais pra Mim" é dirigido pelo iniciante Jim Field Smith" que aliás, não faz feio. O longa corre bem com cenas engraçadas e até marcantes. Como aquela dos amasssos no sofá e a do final no avião com a família. Em relação ao elenco, Jay Baruchel é considerado por mim um ator de grande potencial que poderia ser mais aproveitado tanto em uma drama como em comédia. E é por causa dele que esta comédia tem seus méritos, pois há erros terríveis no enredo, tal como o pretexto utilizado para a criação do clímax.. (???) aliás, totalmente sem sentido. Pois tudo acontece devido a uma briga ridícula entre o casal. Mas finalizando, o longa é daqueles que você loca para ver com os amigos e dar boas risadas, assista-o e se divirta pois vale a pena.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Caso 39 (Case 39, 2009) por Fernando K.

Renée Zellweger interpreta Emily, uma assistente social atolada de serviço (precisamente 38 casos) que se vê diante de outro trabalho imposta por seu supervisor, adicionando mais um caso para a doce assistente (originando o título "Caso 39"). Envolvida pela introvertida filha da família, Emily evita que os pais a assassinem e obtem a custódia provisória da criança. Após pouco tempo de convivio, a loira percebe que algo está errado com a menina, pois pessoas próximas a ela começam a morrer sem mais sem menos, deixando-a convicta que a pequena seria a encarnação do dêmonio. A partir daí, nossa protagonista começa uma luta incessante para se livrar de vez de Lilith.

O filme é repleto de altos e baixos. A princípio, tudo nos leva a crer que será mais uma daquelas tramas medianas recheada de clichês com uma história totalmente sem nexo. Mas de fato, o longa não fica muito longe disso. Tendo o clímax ao desfecho como principal ponto da trama, "Caso 39" é protagonizado por uma pergonagem totalmente perdido na história, ou seja, Emily não dá enfâse e é também um personagem cru e sem personalidade. Lógico que a culpa não é de Zellweger, mas sim daqueles que a criaram com total falta de criatividade. Mas voltando ao lado bom da trama: do clímax ao desfecho, me senti envolvido com o filme, com o suspense e a forma como foi bem bolada esse espaço de tempo. Concluindo: o diretor Christian Alvart mostra ter o dom para o gênero em certos momentos, mas ainda precisa preencher algumas lacunas que deixam a história a desejar. Vi a trama do cinema e recomendo para quando sair em dvd!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010) por Isaac Khatlab

» Direção:Tim Burton
» Roteiro:Lewis Carroll (romance) / Linda Woolverton (roteiro)
» Gênero:Aventura e Fantasia
» Origem: Estados Unidos
» Duração: 108 minutos

Bom para começo de conversa o novo filme de Tim Burton, Alice no pais das Maravilhas (2010) em poucas palavras é um filme para Fã... ou seja infelizmente todo o show de criatividade, de fantasia e diversão que esperavámos do filme não acontece , alias em ambos "nada" acontece de fato, o que todos nós admiradores das obras de Tim Burton aguarda com esse "baú de tesouros" que seria toda a fantasia que envolve o livro da Alice ter uma releitura nas mãos de um dos mais criativos diretores atuante de Hollywood e com toda a imaginação que Tim podia abusar e transformar para os expectadores que adoram sentar na poltrona do cinema e admirar o show de arte e técnica do diretor, infelizmente novamente sendo um filme "monótono"podemos dizer assim, e com uma frase se resume o que o filme é - totalmente sem inspiração!

Tim Burton fazendo uma releitura da história que adapta contos e poemas escritos por Lewis Carroll e do mesmo clássicos da Disney (Alice no pais das Maravilhas) volta a contar a historia de Alice (Mia Wasikowska) agora com 19 anos, em que tudo o que é importante para uma moça e casar e ser feliz, Alice vai a uma festa e descobre que esta preste a ser pedida em casamento, insegura e confusa Alice avista um coelho branco de paletó e de cartola e decida segui-lo aonde acaba caindo em um buraco e parando no pais das maravilhas.

Bom esqueça os trailer animados e os pôsters empolgante, mera ilusão alias é um mundo imaginado "maravilhado" antes da hora, assim que surgiu os rumores e as primeiras fotos e noticias, era o primeiro trabalho de Burton no formato 3D e seu retorno ao seu primeiro estúdio a Disney, e criou uma expectativa muito grande nos fãs de Tim Burton e principalmente nos fãs da historia. Bom sendo bem direto as expectativas depois de ver o filme foram por "água abaixo", o filme é monótono, sem graça, sem emoção, sem uma cena dramática , sem uma boa cena de ação e ate mais sem uma cena de deslumbrar os olhos o 3D... alias câde o 3D no filme ?? pouco criativo no formato o máximo que consegue é lançar coisas nos olhos do expectador e transforma o filme em uma "dobradura em alto relevo", ou seja , nada acontece de especial, o filme é puro visual, porem sem inspiração.


A atriz escolhida para interpretar Alice é Mia Wasikowska que tem uma imagem bacana porém é sem emoção e não esbanja toda simpatia que o personagem precisa ter (no filme por ja ter 19 anos parece uma menina de 5 anos ainda sem personalidade e tonta nas maioria das vezes), Anne Hathawey que interpreta a rainha Branca é um personagem perdido , alias ta mais pra rainha "Fantasma" é um personagem monótono e totalmente sem graça não faz nada no filme, Jhonny Deep que interpreta (o chapeleiro maluco) é uma releitura de Jack Sparrow (da trilogia piratas do caribe) Jonny Depp não consegue dar uma personalidade própria para um personagem que poderia abusar de um show de interpretação, bastante no piloto automatico sendo interessante em partes( bem criativo a parte dos olhos arregalados do chapeleiro e ao mesmo tempo esquesito) porém não consegue transmitir diversão ao expectador, por outro lado quem realmente salva o filme é Helena Bonhan Carter que interpreta a Rainha Vermelha que é um show de diversão e a única que consegue arrancar umas risadas no filme e divertir o expectador a interpretação caricata de Helena diverte e o personagem muito bem construído digitalmente com uma cabeça "enorme" .

Bom os Fãs do Filme e da Historia de Alice no pais das maravilhas defendem o filme e acha espetacular alias o filme teve uma boa abertura de bilheteria e arrecadou milhões no mundo todo, para os fãs de Tim Burton que a cada lançamento esbanja suas historias fantásticas já não vai ter essa surpresa toda, tem a marca de Tim Burton no filme porem o novo filme do diretor " Alice no Pais das Maravilhas" é totalmente sem Inspiração.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Decisões Extremas (Extraordinary Measures, 2010) por Fernando K.

John Crowley (Brendan Fraser) tenta de todas as maneiras possíveis encontrar uma cura para seus filhos que sofrem de uma rara doença congênita. Infelizmente tudo se torna em vão e sua última esperança fica por conta de um cientista excêntrico chamado Dr. Stonehill (Harrison Ford) que a dez anos vem trabalhando nesta doença genética, desenvolvendo uma enzima capaz de impedir a morte precoce dos portadores. Mas para desenvolver a suposta cura, será preciso de um grande investimento de capital e é a partir daí que John arriscará tudo para arrecadar o dinheiro necessário, superando todos os limites humanamente possíveis.

Sendo um daqueles filmes tocantes, o filme é mais um na lista dos baseados em fatos reais. No ponto de vista realista, é fácil perceber como a desgraça alheia é capaz de emocionar o espectador. Agora criticando a trama, simplesmente digo: assista, pois este longa é um daqueles que todos torcem pelo final feliz de pé com os dedos cruzados. Essa luta incessante de um pai lutando pela vida de seus filhos se torna uma coisa inexplicável, podendo até compará-lo a "Um Ato de Coragem" (2002) no qual o pai toma medidas drásticas para salvar seu filho. No entanto, "Decisões Extremas" está um patamar a cima por causa do protagonista. É fácil entender: em um, o pai age de forma coerente, agindo de maneira correta independente de seu desespero e no outro, ele é tomado pela angústia e acaba cedendo a seus limites. Mas enfim, confira e se emocione pois lhe garanto que o filme vale a pena.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Órfã (Orphan, 2009) por Isaac Khatlab




» Direção:Jaume Collet-Serra
» Roteiro:Alex mace ( argumento), David Johnson (roteiro)
» Gênero:Drama/ Suspense/ terror
» Origem: Alemanha/Canadá/Estados Unidos/França
» Duração: 123 minutos

Nessa falta de criatividade com o género em Hollywood depois de os diretores Japoneses terem comparecidos ( O Chamado, o grito... ) por lá é a vez dos diretores Espanhóis fazerem a parte deles, nomes como : Juan Carlos Fresnadillo que dirigiu a otima sequência(Exterminio 2), Juan Antonio Bayona(O Orfanato) Jaume Balagueró (A Setima Vitima) e Jaume Collet Serra que depois de ter estreado com o Otimo (A Casa de Cera) agora ele apresenta A Orfã, confesso que não esperava muito do filme porém nada como ser surpreendido; A Orfã por mais que não fuja dos estereótipos de costumes do género dos filmes de Hollywood , mais ainda assim Jaume consegue submeter a algo maior tornando o diferente dos outros, e diferente para melhor.

O suspense tem a historia do casal John (Peter Sarsgaard) e Kate (Vera Farmiga)que passam por uma tragédia na família. A perda de um de seus filhos faz com que, embora ainda tenham outros dois - Daniel (Jimmy Bennett) e Joyce (Lorry Ayers) -, resolvam procurar ajuda de um orfanato a fim de adotar mais uma criança. Mesmo depois de alertados das dificuldades de se adotar crianças já crescidas, a aparente maturidade e carisma de Esther (Isabelle Fuhrman) os conquista prontamente. A menina, no entanto, mostra-se maléfica, levando toda a família à loucura.

O filme e a sensação que o diretor espanhol nos transmite já é bem diferente os que estamos acostumados a ver nos filmes de generos hollydianos, ou seja por mais que já imaginamos pensar "eu já vi essa historia antes..." a gente ate pensa mais o diretor consegue nos surpreender, a atmosfera do filme tem uma tensão que nos deixa interessado em saber qual vai ser a resolução de tudo , investindo em uma reviravolta até interessante na ocasião, não carregando o filme sozinho mais acompanhado de atuações competente que acrescenta no filme ser o que é, a atuação tensa de (Vera Farmiga) nos convence da sua vocação e sem deixar de citar a otima apresentação de Isabelle Fuhrman como Esther, por outro lado assim como circulou em outras criticas e até por razão o filme presta um "desserviço" ao difícil oficio de quem trabalha com adoção por esse lado toda razão, mas considerando como filme para entreternimento no fim o filme contando com a competencia do Diretor não deixa que A Orfã seja mais um filme menos trivial.