sábado, 31 de julho de 2010

Diversas Postagens - Por Fernando K.

Devido a minha ausência nestas últimas semanas, resolvi compensar todo o tempo parado. Portanto, boa leitura!

Kick-Ass - Quebrando Tudo (Kick-ass, 2010)

Sinopse: Dave (Aaron Johnson) é um adolescente comum. Não é o cara nerd que apanha dos valentões na escola, muito menos o popular reconhecido por todos que estão a sua volta. Enfim, o garoto tem uma vida banal, mas com grandes ambições. E é através disto, que ele se tornará Kick-Ass. Um mascarado que irá defender os fracos e oprimidos, limpando as ruas da criminalidade. Do outro lado da história, pai e filha conhecidos como Big Daddy e Hit-Girl lutam ocultamente contra o principal mafioso da cidade: Frank D´Amico. Para azar de Kick-Ass, o vilão acredita que ele é o causador de todos esses prejuízos e fará de tudo para destruir este incompetente herói que ficou reconhecido pela internet.

O que mais me impressiona no filme, é esta dosagem do verossímil ao fictício. Exemplificando respectivamente, temos Dave/Kick-Ass e Mindy/Hit-Girl. Primeiramente, vemos o garoto com corpo ranzinza, cara de nerd e movimentos descoordenados caracterizando algo que seria totalmente apropriado a realidade. Enquanto que do outro lado, a garotinha capaz de manusear armas, com movimentos descomunais, utilizando um linguajar grotesco e matando a sangue-frio (alías, uma personagem extraordinária!). Enfim, os personagens são fantásticos, as interpretações estão a altura, o diretor Vaughn utilizou violência demasiadamente - a primeira cena de Damon (Nicholas Cage) e Mindy (Chloe Moretz) é chocante! - mas nem por isso o filme perde crédito e pra mim, "Kick-Ass - Quebrando Tudo" é a grande surpresa até agora. Criatividade sem limites. Cômico e divertido. Recomendo!


Batman Contra o Capuz Vermelho (Batman: Under the Red Hood, 2010)

Sinopse: Sozinho, Batman continua varrendo as ruas de Gotham City sem qualquer dificuldade, já que seu arqui-rival Coringa está fora de combate desde que assassinou seu fiel parceiro, Robin. Dois anos se passaram. O Cavaleiro das Trevas ainda se encontra abalado. No entanto não há tempo para lamentar, pois um novo inimigo aparece: Red Hood. Este que rapidamente se torna chefe do crime, a ponto de se confrontar com o atual malfeitor da cidade, o Máscara Negra. A partir daí começa um conflito para saber quem irá dominar as ruas de Gotham, enquanto que Bruce Wayne tentará de todas as formas descobrir a verdadeira identidade deste mais novo vilão ou justiceiro.

AVISO: A crítica é apenas para aqueles que assistiram a animação. Achei muito interessante a história. A personagem do super-herói agora está mais ríspida e intolerante. Tanto Batman com Coringa já não são tão jovens, mas o senso de justiça do cavaleiro das trevas continua o mesmo: punir sem matar, pois caso contrário, ele seria apenas mais um assassino ou simplesmente um justiceiro. O que a trama procura destacar, é este senso. Conflitando seu ex-aprendiz Robin a ponto de ambos exporem sua idéia de justiça. Red Hood, combate o crime, controlando-o e matando a sangue-frio todos aqueles que contrariam seu ideal, enquanto o herói apenas os pune de acordo com a lei, como o caso do próprio Coringa, que mesmo tendo matado seu ente mais querido, Batman colocou-o atrás das grades, sem fazer justiça com as próprias mãos. Sou fã do morcego, mas não por isso digo que vale a pena conferir esta animação. Cativante e sombria são as palavras que melhor definem esta aventura.


Simplesmente Complicado (It´s Complicated, 2009)

Sinopse: Jane (Meryl Streep) está divorciada de Jake (Alec Baldwin), pai de seus três filhos, há dez anos. No entanto, nunca deixou de amá-lo e assim reciprocamente. Embora que neste meio tempo eles nunca se entendessem e até não se suportassem, surge um caso entre eles durante uma noite em um bar de hotel. A partir daí, os dois começam a viver um romance as escondidas, já que Jake está casado com outra mulher e Jane tem um pequeno affair com seu arquiteto Adam (Steve Martin), se tornando uma das traições mais curiosas e cômicas já vistas.

A idéia não é original, o que não torna o filmes menos interessante. A diretora Nancy Meyers (Alguém Tem Que Ceder, 2003) acertou desta vez. Streep e Baldwin funcionam extraordinariamente bem! Sem comentários para a atriz detentora de dois oscars. E o segundo que vem oscilando entre altos e baixos na carreira, desta vez acerta e merece elogios. A história é divertidíssima. E tudo corre muito bem até seu final, já que todos torcemos para que o casal termine junto e possam viver felizes para sempre. Mas nada que estrague o longa, que merece aplausos principalmente por esta dupla sensacional que ocupa todo o filme, não deixando espaço para o esforçado Steve Martin. Agora finalizando, recomendo "Simplesmente Complicado" para todos, pois entretenimento não vai faltar.


O Golpista do Ano (I Love You Phillip Morris, 2009)

Sinopse: Steven Russell (Jim Carrey) tem uma vida normal: policial municipal, cristão, casado e com filhos. Após sofrer um acidente de carro, o homem descobre ser gay. Depois da revelação, ele abandona sua família e começa a viver um outro estilo de vida ao lado de seu amante Jimmy (Rodrigo Santoro). Mas para manter este padrão de vida era necesário muito dinheiro, algo que Steven não tinha. Por isso, ele cometia pequenos delitos afim de ser bem remunerado. Quando é finalmente capturado, o golpista acaba conhecendo Phillip (Ewan McGregor) por quem se apaixona perdidamente e acabam vivenciando uma loucura após a outra.

Não se pode comparar este longa de Jim Carrey a demais trabalhos feitos anteriormente, como "O Mentiroso" (1997). Isto porque a trama não é fácil de se classificar e talvez por isso a dificuldade na distribuição desta produção. Demorou a chegar, mas antes tarde do que nunca, né?! Mas falando um pouco sobre o filme, podemos classificá-lo em duas partes: a primeira em que o protagonista acaba se condenando por sua vida pacata e normal, trabalhando contra si próprio e a segunda, onde ele vive as mais loucas aventuras, aplicando golpes perfeitos complementadas pelo exagero, levando-o a ser capturado. Em relação ao elenco, McGregor está sensacional e junto a Carrey funcionam muito bem. Rodrigo Santoro faz uma pequena participação e vai bem até. Os estreiantes de direção Ficarra e Requa, antes roteiristas, conseguem seu primeiro trabalho de expressão. E para fechar, "O Golpista do Ano" não é daquelas tramas que agrada a todos, por isso tenha calma ao assistí-lo. Mas vale a pena conferir.


Código de Conduta (Law Abiding Citzen, 2009)

Sinopse: Por causa de uma falha do sistema
judiciário norte-americano, o estuprador e assassino da esposa e filha de Clyde Shelton (Gerard Butler) cumpre apenas uma pena de cinco anos de prisão enquanto seu cumplice é sentenciado a morte. Isto porque o promotor Nick Rice (Jamie Foxx) fez um acordo com os bandidos, temendo que ambos saíssem livres sem que fossem punidos por essa atrocidade. Insatisfeito, Shelton irá atrás dos culpados e fará justiça com as próprias mãos, matando um a um, até que todos os envolvidos sejam punidos. Nick estará em seu caminho e fará de tudo para impedir que o pior aconteça.

Quem dirige a trama é F. Gary Gray, o mesmo do bom "A Negociação" (1998) com Samuel Jackson e Kevin Spacey, "Vingador" (2003) e "Uma Saída de Mestre (2003). O filme começa bem, impondo um ritmo frenético e indo direto ao ponto. O número de mortes vai aumentando e as peças se encaixando até que o espectador possa entender como o protagonista armou tudo quase que perfeitamente, se não fosse por um descuido que lhe causará caro. Mas mesmo com toda essa crueldade do pai/marido vingador, fica difícil denominá-lo como o homem-mau da história, já que o mesmo procura apenas a justiça para aqueles que foram impunes e para todos os envolvidos que poderiam ter feito mais pelo caso. Assim, vale também para Nick, a personagem de Foxx. Ele mesmo sabe que os atos de Shelton são conseqüências de suas ações, já que seu orgulho lhe impediu de se envolver mais com o caso (ele tinha 96% de condenações). Portanto, ele não é o mocinho da trama. Mas enfim, a história se perde no final. A morte não seria o melhor caminho para o desfecho, pois não bate com toda a autenticidade imposta por "Law Abiding Citzen". Interessante e surpreendente em determinados momentos, recomendo!


Mar de Fogo (Hidalgo, 2004)

Sinopse: Frank Hopkins (Viggo Mortensen) é o melhor corredor de longa distância a cavalo dos Estados Unidos. Quando é convidado pelo sheik Riyash (Omar Sharif) a participar de uma corrida no deserto do continente asiático, o cowboy prontamente recusa, mas acaba aceitando devido a insistência dos colegas. Lá ele vê que esta corrida seria um pouco diferente do que estava acostumado, pois o cenário era totalmente distinto e seus adversários destemidos. Hopkins terá que encarar seus medos e recorrer as suas origens para que, junto de fiel parceiro Hidalgo, possam ganhar esta corrida e cumprir uma ultima missão.

É necessário que vejamos mais de uma vez certos filmes e conseqüentemente, refletir para depois escrever. "Mar de Fogo" entra nesta concepção. Logicamente que a segunda vez já não causa aquele mesmo impacto como da primeira, mas o que vale mais é o entretenimento. E após vê-lo pela última vez, percebi que já não havia mais aquele sentimento de "uau... nice". Talvez se não fosse por Viggo Mortensen encarnando a personagem como poucos, eu tivesse ficado ainda mais decepcionado. A história mesmo baseada em fatos reais, não passa de pura invenção, pois muitos fatos ali expostos no longa, infelizmente nunca aconteceram (historiadores comprovam!). Tal como a própria corrida. Enfim, a trama é um pouco exagerada, esteticamente falando. A história é recheada de clichês e erros grotescos, tal como a cena em que Hopkins precisa salvar a princesa DURANTE a corrida no deserto, o que se torna algo totalmente fora de contexto. O diretor Joe Johnston (Jumandi, 1995) certamente não foi a melhor escolha para um filme que poderia ser memorável.


terça-feira, 27 de julho de 2010

Predadores (Predators, 2010)


PREDADORES

Direção: Nimrod Antal
Roteiro: Michael Finch, Alex Litvak, Robert Rodriguez
Género: Ação / Aventura / Ficção Cientifica / Terror
Duração 101 min



Bom como todo bom cinéfilo, impossível não lembrar sempre que surge um filme do género , do grandioso e clássico filme do "Predador"de 1987 interpretado por Arnold Schwarzenegger dirigido por John McTiernan, de la pra cá, foi lançado e dando uma visão moderna e se diferenciando do propósito do filme o Bom "Alien vs Predador" - 2004 restaurando a batalha dos inimigos dos espaço , em 2007 vindo a fraca sequência do filme "Alien vs Predador 2"... agora em 2010 ressuscitando novamente o predador e sendo ate como uma homenagem para o grande precursor do filme do género Predadores é o tipo de filme que não vai desbancar o sucesso ainda do seu antecessor , porém é produzido por um dos melhores e que tem sempre boas sacadas em seus projetos o competente e original Robert Rodriguez, filme este que vem com seu propósito e acertando em cheio nos divertindo e nós o publico ficamos satisfeitos com o que fomos ver.

PREDADORES, um novo e ousado filme do universo de Predador, é estrelado por Adrien Brody como Royce, um mercenário que relutantemente lidera um grupo de combatentes de elite e descobre que eles foram levados para um planeta alienígena para servirem como presas. À exceção de um médico que caiu em descrédito, todos são assassinos a sangue frio: mercenários, mafiosos da Yakuza, presidiários, membros de esquadrões da morte - ou seja, "predadores" humanos que agora serão sistematicamente caçados e eliminados por uma nova raça de Predadores alienígenas.

O Filme que desde o seu inicio já se alastra e prende atenção de toda a plateia do cinema, e já carrega toda tensão e suspense , fazendo com que a platéia fique intrigado com o que esta acontecendo, o ritmo do filme é ligeiro e não perde tempo e não deixa o expectador descansar e nem desviar sua atenção por um segundo, no inicio somos apresentados um por um de cada personagem na tela, destacando alguém que nunca imaginaríamos estrelar um filme desse que é Adrien Brody, apesar de estarmos com a imagem da montanha de músculos que era Arnold Schwazenegger no filme de 1987, até que Adrien Brody com seu prototipo "magricela" não desaponta , mais torna curioso sua interpretação porém encarna o papel do cara durão , mas não convencendo como o antecessor, um nome já conhecido internacionalmente e orgulho para nós brasileiros a atriz (internacional podemos dizer assim Alice Braga como uma mulher durona e já acostumada com a guerra... é também não convence, mas ainda assim os dois protagonistas fazem um casal bacana. Predadores tem otimas passagens de cenas de ação e varias otimas de suspense o que é mais interessante é como eles decidiram ir mostrando aos poucos a face do predador, o filme desde sua primeira cena estabelecendo tensão e tomando nossa atenção durante o filme , com belas sacadas provenientes é fato de Robert Rodriguez, otimas cenas de lutas e batalhas , destacando a cena que remete a uma batalha samurai de espadas ( cena esta que fez todo o publico do cinema torcer com direito a palmas e gritos de satisfação pelo seu resultado) só por isso um filme que consegue mexer com nossas emoção e principalmente cumpre com seu objetivo de entreternimento de pura ação e suspense já merece créditos e recomendações para quem esta afim de ver um otimo filme de ação.




domingo, 4 de julho de 2010

500 Dias com Ela - (500) Days of Summer, 2009 - por Fernando K.

Tom Hansen não acredita em uma vida plena e feliz. Formado em arquitetura, ele trabalha escrevendo cartões de felicitações, comemorativos, pêsames, etc. Certo dia, seu chefe contrata uma nova assistente, Summer Finn, deixando o rapaz deslumbrado com tamanha beleza. Muito tímido, ele procura dar sinais a sua admirada, mas não é correspondido. Quando finalmente consegue, Tom se apaixona, tornando-se alguém extremamente feliz, acreditando estar com sua cara-metade, sua alma gêmea. No entanto, esse seu relacionamento "não-definido" começa a oscilar até que finalmente acaba. A história se baseia nesses 500 dias em que o casal estavam juntos mais os dias em que se encontraram por acaso (ou não) após o fim do romance.

Antecipando a postagem em um dia, escrevo sobre "500 Dias com Ela", que tem estreando em longa-metragens, Marc Webb (escolhido para dirigir "Homem-Aranha 4") consegue dirigir de maneira equilibrada e concisa esses 500 dias do casal, recortando momentos seja de felicidade ou tristeza para ambos. A história traz um gênero diferenciado do que estamos acostumados a ver demasiadamente no dia-a-dia. Trata-se de um "anti-romance", com o qual o protagonista vive um romance não-correspondido com dezenas de idas e vindas na cronologia da trama, demonstrando emoções diferenciadas em momentos diversos do casal. Depois que tudo fica claro, o filme segue seu tempo correto e uniforme, a partir do ponto pós-relacionamento do protagonista Tom. Aliás, por falar nele, Joseph Gordon-Levitt tem uma atuação impecável neste longa, merecendo maior reconhecimento com papéis melhores em filmes grandes. Finalizando, recomendo que você, caro leitor, assista, pois é de se surpreender!

Vou aproveitar este espaço para postar o novo trailer no filme mais esperado do ano: "A Origem" (Inception, 2010) escrito e dirigido pelo brilhante Christopher Nolan (Batman Begins e Batman - O Cavaleiro das Trevas). Estréia prevista para 06 de Agosto.




E também não podemos esquecer da quarta continuação da franquia "Resident Evil: Afterlife", escrito e dirigido por Paul W.S. Anderson, o responsável pelo primeiro filme "Resident Evil - O Hóspede Maldito" (2002). Estréia prevista para 17 de Setembro.



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Toy Story 3 (2010) por Fernando K.

Agora crescido, Andy já começa a trilhar a vida adulta e a poucos dias de deixar sua casa e ir para a faculdade. Os brinquedos fazem de tudo para chamar sua atenção, mesmo que faça muito tempo desde a ultima vez em que o garoto brincou com eles. Até seus preferidos, o cowboy Woody e o austronauta Buzz Lightyear, caíram no esquecimento dentro do velho baú. E assim, surge uma nova aventura na tentativa de seguir um novo rumo: ir para uma creche e alegrar novamente outras crianças. No entanto, muitas surpresas estarão por vir e nossos protagonistas ao lado de seus fiéis parceiros Sr. e Sra. Cabeça de Batata, Jessie, Rex, Porquinho, Cachorro-mola e demais brinquedos, correrão grande perigo nessa nova e incrível jornada.

Começo dizendo que o filme é impecável. Com certeza, uma das melhores animações desse primeiro semestre. Toda estrutura que envolve a trama, seja o enredo ou a trilha sonora ou o próprio visual... ou seja, tudo cativa o espectador, independente de quem seja. Mesmo que de inicio, já se note um sentimento de despedida, Toy Story fica para a história fechando com chave de ouro, onde cada detalhe faz a diferença, seja a construção da narrativa em torno dos três filmes ligados por uma única premissa e também a capacidade de inovar sem perder a qualidade. A animação é emocionante, dramatica e com muita aventura, por isso recomendo que veja no cinema!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mary e Max - Uma Amizade Diferente (Mary and Max, 2009) por Fernando K.


Mary é uma garotinha australiana de oito anos com uma marca de nascença indesejada. E assim como este fardo, sua vida segue na mesma direção: sem amor dos pais e amigos para compartilhar sentimentos, Mary também é indesejada. Certo dia, ela encontra ao acaso o endereço de um certo nova-iorquino excêntrico e sistemático chamado Max. E com o intuito de tirar um pouco de sua curiosidade de criança (como "de onde os bebês vêm?"), a pequena logo começa um ciclo de amizade com este solitário senhor através de cartas enviadas pelo correio.

O filme é realmente envolvente. Elliot faz um trabalho sensacional neste longa de animação, destacando principalmente a história que trata de temas do dia-a-dia como o bullying, obesidade e alcoolismo. Visualmente dizendo, também é importante destacar a fotografia, toda expressividade que os personagens transmitem e ainda com uma trilha sonora que fica guardada na mente dos espectadores. Mary e Max também são espetaculares: protagonistas diferenciados ligados por uma narrativa esplêndida e envolvente onde facilmente somos envolvidos por essa maré de emoções que o longa transmite. Mas o que também é preciso dizer, é sobre o ritmo da animação. Tudo é muito uniforme, parecendo não haver clímax, ou seja, aquele momento de deslumbramento onde a emoção atinge o ponto mais alto da trama. E outra coisa, vejo "Mary e Max" como uma animação para adultos, pois acredito que uma criança não saberá apreciar muito bem toda essa magnífica história.


domingo, 13 de junho de 2010

Querido John (Dear John, 2010) por Fernando K.

John Tyree (Channing Tatum) é um jovem soldado americano que acaba se apaixonando pela linda Savannah Curtis (Amanda Seyfried) durante as duas semanas de descanso na casa de seu pai. Neste curto período, o casal vive uma intensa paixão que é barrada pelo trágico acidente de 11 de setembro de 2001. E apesar de distantes, várias cartas serão trocadas afim de manter a chama desse amor ascesa. Mas o tempo se mostra inimigo dessa incessante paixão e ambos seguirão caminhos distintos, impedindo com que possam ficar juntos e reviver aquelas inesquecíveis dias nas férias de verão.

Baseado na obra do escritor Nicholas Sparks ("Um Amor para Recordar", 2002/"Diário de uma Paixão", 2004 e "Noites de Tormenta", 2008), "Querido John" vem para dar uma sacudida no gênero e nos mostrar uma bela história de amor envolvendo drama, guerra e logicamente romance. Seja ele ou ela, ambos irão apreciar a trama. Mesmo que com as atuações medianas de seus protagonistas Tatum (entre ele e um cone interpretando não vejo muita diferença) e Seyfried (limitada por sua inexperiência). Finalizando, digo que até vale a pena ver no cinema, mas caso não possa, loque e aproveite. Um recadinho para as mulheres: não é filme para choradeira! kkkkkkkkk Recomendo!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Fantástico Sr. Raposo (The Fantastic Mr. Fox, 2009) por Fernando K.

Após ser capturado durante uma aventura ao lado de sua esposa, sr. Raposo promete a mesma que nunca mais iria praticar roubo de galinhas novamente ou algo que os colocassem em perigo. Agora como colunista do jornal local de sua vila, se passaram doze anos (de raposa) e surgiram novas responsabilidades, como seu filho Ash e seu sobrinho Kristofferson. No entanto, o sr. Raposo não está satisfeito com a vida que leva e decide procurar novos ares, mudando de lar e praticando as velhas aventuras quando jovem. Quebrando sua promessa e colocando todos da vila em perigo, nosso herói terá de combater os três fazendeiros mais perigosos de todo território (Boggis, Bunce e Bean) e salvar a todos desse perigo eminente.

Adaptação da fábula "Raposas e Fazendeiros" de Roald Dahl, essa é a primeira adaptação do diretor visionário Wes Anderson que aliás, merece todo o crédito pelo excelente trabalho que aqui faz. É importante destacar o protaginista, que busca de alguma forma viver sua natureza de predador, uma vez que havia fugido de suas origens, trabalhando como colunista de um jornal local. Pois então... o sr. Raposo quer saber de se aventurar, roubando seus vizinhos fazendeiros para se sentir vivo novamente! Veja como é incrível o modo como Anderson consegue transpor essa natureza selvagem ao dia-dia de uma "pessoa" qualquer. A cena em que o protagonista se encontra na sala de seu advogado discutindo questões imobiliárias... vemos ali um momente de raiva entre ambos, ou se não, logo de início quando o mesmo está sentado na mesa tomando seu breakfast e literalmente devora o que está a sua frente. Caro leitor, o que veio a minha mente no momento em que a animação havia acabado é de "what the fuck is that?!". Lógicamente, de forma positiva, alías: recomendadissímo!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Encontro Marcado (Meet Joe Black, 1998) por Fernando K.

William Parish (Anthony Hopkins) é um velho e empresário de sucesso, que literalmente fica cara a cara com a morte (Brad Pitt). Um acordo entre eles prolonga a vida do rico homem em alguns dias e permite a morte, nomeada Joe Black, conhecer um pouco mais sobre o mundo ao lado de sua "vítima". Conforme os dias passam, Parish procura deixar tudo e a todos prontos para sua partida, sem noticiá-los. E Black acaba se apaixonando por sua filha mais nova, Susan Parish, surgindo então, um amor proibido e deslumbrante. A história nos guiará para um lindo romance no qual o personagem fictício adquiri o desejo de amar intensamente.

É sempre bom poder ver um bom romance em um final de semana com a namorada. Mesmo que esse, especificamente, tenha sido obrigatório devido a falta de "grana" (kkk). Isso fez com que assistíssemos "Encontro Marcado", parecendo algo predestinado de fato. Ao passar os canais em um tedioso domingo, nos vemos de cara com esse filme (que felizmente estava no começo) do diretor Martin Brest, o mesmo de "Perfume de Mulher" (1992) com Al Pacino. O longa consegue transmitir uma boa mensagem e tem como principal trunfo a excelente trilha sonora, que nos permite apreciar cada cena com essa harmônia suave de fundo. Em relação ao elenco, admito que não me recordo de nenhum filme de Brad Pitt (seja protagonista ou coadjvante) ruim. E neste ele mantêm a regularidade interpretando Joe Black, com aquele olhar meio de autista misturado com um olhar de maravilhado com tudo que acontece com ele. Hopkins e a belissíma Claire Forlani também estão bem. Enfim, recomendo para todos! Ótimo filme!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Os Mensageiros (The Messengers, 2007) por Fernando K.

Após um grave acidente de carro envolvendo seu irmão mais novo, Jess (Kristen Stewart) e sua família se mudam para uma fazenda de girassóis abandonada e decidem começar uma nova vida. Quando tudo parece estar bem, coisas sinistras e inexplicáveis acontecem. Mas somente Jess e seu irmão estão cientes do que se passa. E agora, sem a confiança de seus pais (devido ao acidente causado por ela) a menina terá que lutar para manter seus entes queridos a salvo dessa força que tenta de todas as formas lhes fazerem mal.

O filme até que é razoável. Meia-boca para ser mais direto. Recheado de clichês, "Os Mensageiros" em momento algum me assustou e admito que quando terminei de assistir, fiquei com aquela sensação de "só isso?". Os irmãos Pang não conseguem direcionar a trama para o caminho certo, tornando o filme algo insólido e previsível. E mais uma vez, repito: muitos clichês. Ou seja, família que vivenciou um trauma, se muda para o campo em uma casa abandonada com histórico de assassinato e onde somente as crianças conseguem ver o inexplicável? Pff.. pura bobeira. Apesar de tudo, a história até que é interessante, apesar do final (besta) para todos ficarem felizes. Os diretores não empolgam... tanto que depois lançaram "Perigo em Bangkok" (2007), filme que eu nem faço questão de assistir!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010) por Fernando K.

Continuação da adaptação dos quadrinhos, "Homem de Ferro 2" mantém os personagens do primeiro filme e traz seu protagonista, Tony Stark (Robert Downey Jr.), sofrendo uma pressão gigantesca do público, da mídia e do governo por sua super-armadura, levando-o a um colapso psicológico que o faz duvidar de sua própria capacidade, ou seja, uma crise de identidade. Neste longa, o herói terá um inimigo a altura (Whiplash) e alguns novos aliados como o War Machine (Don Cheadle).

Para todos aqueles que assistiram o primeiro filme, nota-se que houve uma certa surpresa com o sucesso estrondoso feita pela adaptação. Afinal de contas, o filme contava com um diretor (Jon Favreau) sem experiências em longas-metragens de ação, um ator que vivia de altos e baixos na carreira (Robert Downey Jr.) com uma história que não parecia empolgar muito. Felizmente tudo deu certo, ocasionando nesta continuação que de certa forma consegue manter o nível, destacando-se por dezenas de cenas e falas cômicas e também boas cenas de ação, principalmente aquela em que Stark está bêbado em sua festa e acaba brigando com Rhodes (muito boa!). Se possível, confira no cinema, pois vale a pena e recomendo! Divirtidíssimo!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ela é Demais pra Mim (She's Out of My League, 2010) por Fernando K.

Kirk (Jay Baruchel) é um cara "quase" comum, vivendo uma vida comum que num dia comum de trabalho conhece a mulher de seus sonhos. Sendo um "banana" de coração bom, o garoto e segurança de aeroporto não dá muita bola para a moça de começo achando não ter a mínima chance com ela. Mas após um segundo encontro, surge um relacionamento inesperado tanto por Kirk como seus amigos, que ficam abismados com a situação. Após vários encontros, o casal terá de lutar contra todos para provar que esse relacionamento não é nada superficial e que ambos querem algo sério e duradouro.

"Ela é Demais pra Mim" é dirigido pelo iniciante Jim Field Smith" que aliás, não faz feio. O longa corre bem com cenas engraçadas e até marcantes. Como aquela dos amasssos no sofá e a do final no avião com a família. Em relação ao elenco, Jay Baruchel é considerado por mim um ator de grande potencial que poderia ser mais aproveitado tanto em uma drama como em comédia. E é por causa dele que esta comédia tem seus méritos, pois há erros terríveis no enredo, tal como o pretexto utilizado para a criação do clímax.. (???) aliás, totalmente sem sentido. Pois tudo acontece devido a uma briga ridícula entre o casal. Mas finalizando, o longa é daqueles que você loca para ver com os amigos e dar boas risadas, assista-o e se divirta pois vale a pena.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Caso 39 (Case 39, 2009) por Fernando K.

Renée Zellweger interpreta Emily, uma assistente social atolada de serviço (precisamente 38 casos) que se vê diante de outro trabalho imposta por seu supervisor, adicionando mais um caso para a doce assistente (originando o título "Caso 39"). Envolvida pela introvertida filha da família, Emily evita que os pais a assassinem e obtem a custódia provisória da criança. Após pouco tempo de convivio, a loira percebe que algo está errado com a menina, pois pessoas próximas a ela começam a morrer sem mais sem menos, deixando-a convicta que a pequena seria a encarnação do dêmonio. A partir daí, nossa protagonista começa uma luta incessante para se livrar de vez de Lilith.

O filme é repleto de altos e baixos. A princípio, tudo nos leva a crer que será mais uma daquelas tramas medianas recheada de clichês com uma história totalmente sem nexo. Mas de fato, o longa não fica muito longe disso. Tendo o clímax ao desfecho como principal ponto da trama, "Caso 39" é protagonizado por uma pergonagem totalmente perdido na história, ou seja, Emily não dá enfâse e é também um personagem cru e sem personalidade. Lógico que a culpa não é de Zellweger, mas sim daqueles que a criaram com total falta de criatividade. Mas voltando ao lado bom da trama: do clímax ao desfecho, me senti envolvido com o filme, com o suspense e a forma como foi bem bolada esse espaço de tempo. Concluindo: o diretor Christian Alvart mostra ter o dom para o gênero em certos momentos, mas ainda precisa preencher algumas lacunas que deixam a história a desejar. Vi a trama do cinema e recomendo para quando sair em dvd!