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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Anjos da Noite - A Rebelião (2009) por Fernando K.

» Direção: Patrick Tatopoulos

» Roteiro: Len Wiseman (personagens e argumento), Danny McBride (personagens, argumento e roteiro), Kevin Grevioux (personagens), Dirk Blackman (roteiro), Howard McCain (roteiro), Robert Orr (argumento)

» Gênero: Ação/Fantasia/Suspense/Terror

» Origem: Estados Unidos

» Duração: 92 minuto
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Alexander Corvinus sendo o primeiro imortal, deu origem a duas poderosas raças de seres sobrenaturais a partir de seus dois filhos: Markus e William. Os vampiros, aristocratas e soberbos, vindos da linhagem de Markus e os lycans, ferozes e brutais, vindos de William. Durante a Era Medieval, dominada pelos vampiros que sempre temeram os lycans, surge Lucian (Michael Sheen), um lobisomem diferenciado por uma alteração genética que o deixa com aparência humana e com poder de transformação. Viktor (Bill Nighy), líder dos vampiros, se aproveita disso e cria uma nova espécie de escravos com um coleira ponteaguda impedindo-os de se transformar, para que possam trabalhar durante o dia, já que os vampiros são vulneráveis ao Sol.
Estreando na direção, temos Patrick Tatopoulos, especialista em efeitos-especiais tendo uma boa direção, porém sem destaque. Com uma fotografia e direção de arte de qualidade, o longa tem ótimas cenas de ação, com muito sangue e lutas marcantes. Mesmo sendo um prequel, Tatopoulos decidiu seguir a linha dos outros dois da franquia, colocando a narração de Beckinsale (Selene) durante o início e sua aparição ao final, dando um toque a mais ao filme. Os efeitos também não ficam para trás, com exceção de uma única cena em que Lucian sai da fortaleza para salvar Sonja (Rhona Mitra) dos lycans na floresta e a cabeça de um deles é brutalmente cortada, lembrando-me efeitos-especiais da década de 90.

No elenco, temos Michael Sheen como destaque. Encarnando o revolucionário Lucian, o ator soube interpretar com inteligência, dando uma vivacidade maior ao lycan. Com palavras marcantes durante o discurso em um tom intenso nos levando a acreditar nele, Sheen mostrou capacidade em demonstrar liderança ao seu personagem e não ficou devendo nas cenas mais delicadas de afeto ao lado de sua amada Sonja. Também temos Bill Nighy na pele de Viktor dando tudo de si para interpretar com total competência. Já a bela Rhona Mitra ficou praticamente como segundo plano. Sempre inferior nas cenas com seu amado ou ao lado do pai, a vampira teve uma atuação de menor destaque em relação à sua antecessora, a também bela Kate Beckinsale. Mesmo assim, não foi mal.
Enfim, "Anjos da Noite - A Rebelião" é um bom entreterimento com uma história à la Romeu & Julieta no estilo sobrenatural com boas cenas de ação. Para aqueles que admiram esse mundo dos vampiros e lobisomens, o longa não ficará devendo e em relação aos outros dois filmes da franquia, fico dividido entre este e o primeiro (Underworld - Anjos da Noite, 2003) que foram bem bolados. Fica a esperança para um quarto filme, mas com a queda de bilheteria, é difícil acreditar que possa haver uma continuação, embora o enredo permita deixando uma abertura para tal. Um bom filme para assistir naquele domingo chuvoso. (Veja o Trailer abaixo).

NOTA: 7,0

Por Fernando K.

sábado, 9 de maio de 2009

Click (2006) por Fernando K.

» Direção: Franck Coraci

» Roteiro: Steve Koren, Mark O´Keefer

» Gênero: Comédia/Fantasia/Drama

» Origem: Estados Unidos

» Duração: 107 minutos

» Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=448jZuA5Y1I

Buscando um jeito de facilitar sua vida, Michael Newman (Adam Sandler), um arquiteto estressado pelo trabalho que busca agradar seu chefe para conseguir um promoção e conseguir uma vida melhor para sua família, conhece Morty (Christopher Walken), um excêntrico funcionário de uma loja, que lhe entrega um controle universal que irá ajudá-lo com todos os seus problemas e um pouco mais. Porém, ao utilizar esse objeto incomum de forma demasiada, Michael acaba se perdendo no tempo, não aproveitando os melhores momentos com sua família e até que finalmente acaba descobrindo o que realmente importa.

Com uma direção diferenciada (positivamente) nos momentos certos, o longa relata a moral da história de forma explícita e direta, sem que o espectador não pudesse captá-la. Coraci soube conciliar as partes do filme de forma que o tornasse marcante e emocionante. Também mostrou habilidade em reverter o gênero suavemente, passando de uma comédia à um drama (light). Porém o roteiro caiu na mesmisse, no qual o protagonista percebe que levou a vida de uma maneira leviana e agora não há a opção de voltar para o passado em seu "controle mágico". E para finalizar a história, nada mais satisfatório para o público do que um happy ending onde o arquiteto encontra sua redenção e consegue se redimir com sua maravilhosa família... em outras palavras, o espectador pode premeditar os fatos sem o menor esforço, assim como "O Todo Poderoso", interpretado por Jim Carrey tendo o mesmo roteirista deste longa: Steve Koren. Alguma coincidência em seus dois trabalhos?

Destaque para a trilha sonora, sendo imbutida nos momentos decisivos do enredo, como o ataque cardíaco de Michael, usando a banda Cranberries de fundo durante a festa e também na cena de sua suposta morte, com um fundo musical dando maior enfâse e dramaticidade durante o ato. Outro ponto a destacar seria o próprio Adam Sandler, fazendo mais um papel feito especialmente a ele, acrescentando um brilho a mais ao lado de seu leal companheiro Rob Schneider (Príncipe Habeeboo), fazendo uma pequena ponta no filme. É importante destacar também a presença de James Earl Jones narrando o passado de Michael e Julie Kavner fazendo o papel de mãe do protagonista. Para quem não sabe, Jones era o responsável pela marcante voz do lendário Darth Vader (Star Wars) e Kavner é a voz de Marge na versão americana de "Os Simpsons".

Em relação ao elenco, Christopher Walker (Oscar por "O Franco-Atirador", 1978 e indicado pelo excelente "Prenda-me Se For Capaz", 2002) mostrou sua carisma de sempre no papel do personagem Morty, tanto pelo seu jeito de agir, falar e citar constantemente a esposa de Michael, a bela Kate Beckinsale (a Selene de "Anjos da Noite", 2003/2006), que foi utilizada mais como modelo de "shortinho" do que por sua qualidade de interpretação. Temos também David Hassenholf (S.O.S. Malibu) encarnando a si mesmo no personagem do Sr. Ammer ao lado da cômica Jennifer Coolidge, também conhecida como a lendária "Mãe do Stifler" (kkk).

Enfim, "Click" segue a mesma linha de "O Todo Poderoso" já que ambos tiveram Koren como roteirista, não devendo em grande parte dos requisitos. Entreterimento para toda a família, o longa nos faz rir, chorar e refletir. Tudo isso guiado pelo divertido Adam Sandler que nunca precisa mostrar versatilidade em seus papéis cômicos e mesmo assim consegue atrair o espectador como poucos. Nos mostrando de forma totalmente clara que devemos aproveitar todos os momentos que nos são proporcionados e envolvendo o público durante todo o longa, recomendo sem nenhuma hesitação.

NOTA: 9,0

Por Fernando K.

*Link para fotos de Kate Beckinsale: http://wallpaper.portalcab.com/kate-beckinsale/

Curiosidades

- Este é o terceiro filme em que o diretor Frank Coraci e o ator Adam Sandler trabalham juntos. Os anteriores foram "Afinado no Amor" (1998) e "O Rei da Água" (1998);

- Este é o 10º de 12 filmes em que Adam Sandler e Rob Schneider atuam juntos. Os demais foram "O Rei da Água" (1998), "O Paizão" (1999), "Little Nicky, Um Diabo Diferente" (2000), "O Animal" (2001), "A Herança de Mr. Deeds" (2002), "Garota Veneno" (2002), "Como Se Fosse a Primeira Vez" (2004), "Golpe Baixo" (2005), "Gigolô Europeu por Acidente" (2005), "Eu os Declado Marido e... Larry" (2007) e "Zohan - Um Agente Bom de Corte" (2008);

- Este é o 2º filme em que Sandler e Sean Austin contracenam juntos. O anterior foi "Como Se Fosse a Primeira Vez" (2004).

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/click/click.asp